Paisagens belas, perrengues e uma criança de 500 anos!


Por Danilo Kossoski
Motocicletas paradas à beira da rodovia na Argentina, tendo ao fundo a imagem de montanhas

Foto: Luiz Frederico Petla

Motocicletas paradas à beira da rodovia na Argentina, tendo ao fundo a imagem de montanhas
Foto: Luiz Frederico Petla

Fala, pessoal! Estou aqui direto da cidade de Salta, na Argentina. Você estão acompanhando pelo Diário dos Campos a minha viagem de motocicleta desde Ponta Grossa (PR – Brasil) até o Alasca (EUA).

A saída de Ponta Grossa foi no dia 28 de fevereiro. Era pra ter saído antes, mas a partida atrasou um pouco por conta do visto canadense, que não estava voltando pra mim. Foi pro consulado e não era devolvido. Atrasou um pouco, mas… não é tão problemático. Foram só 19 dias de atraso em relação à previsão inicial. Não é muito, porque a viagem é longa, e esses dias não vão fazer tanta diferença.

Entre Misiones e Salta

Bom, pra chegar até aqui, na cidade de Salta, a gente saiu por Misiones, que é a primeira província da Argentina em contato com Brasil. É uma região maravilhosa, com as estradas perfeitas, sem buracos, limpa, clima agradável…

Mas há um problema: quando chega no Chaco Argentino, muitos que vêm pra cá com o objetivo de percorrer o [deserto do] Atacama, têm um certo receio. É uma região mais pobre e muito quente. Nessa semana, estávamos rodando com temperaturas que chegaram a 45°C, e a média era de 40°C. Isso desidrata qualquer um. É brabo mesmo! E precisa de muita água! E o Chaco tem muito buraco. As estradas não são boas como de Misiones. Tivemos que desviar de muitos buracos.

A motocicleta

A moto tem se comportado bem. Fiz a primeira troca de óleo dela, a manutenção de relação [corrente, coroa pinhão]. Até agora tem ido tudo certinho, e esperamos que continue assim. Porque, moto velha, você sabe como é. Pra quebrar, é dois palitos.

Companheiro de viagem

Por enquanto, estou acompanhado de meu primo. Ele veio comigo e vai até San Pedro de Atacama, no Chile. A previsão é chegar nessa cidade neste sábado (7). A gente aproveita lá e ele volta, pra eu começar minha viagem sozinho mesmo, rumo ao Alaska.

As melhores paisagens estão a caminho!

Por enquanto é isso, ainda sem as paisagens bem bonitas que a gente vê em fotos. Porque as paisagens lindas começam daqui pra frente, e eu vou mandar algumas fotos pra vocês acompanharem, aí pelo Diário dos Campos.

Uma das múmias do Museu de Arqueologia de Alta Montanha / Foto MAAM

Ah, aqui em Salta também tem um museu muito legal que nós fomos. É o Museu de Arqueologia de Alta Montanha (MAAM). Nesse museu tem a múmia de uma criança, dentro de uma caixinha refrigerada, de vidro transparente. Cara, é muito pesado… porque você tá olhando a história e tem um vídeo da retirada dessa múmia de onde ela estava.

Essas múmias geralmente ficam em um ponto alto. E essas crianças eram sacrifícios, oferendas. É pesado, velho! A hora que você vê uma criancinha de mais de 500 anos [atrás], bicho… Parece que você está conseguindo se comunicar com alguém que viveu há 500 anos. É uma sensação absurda, muito legal, vale muito a pena…

Por enquanto é isso. Eu vou mandando mais informações, conforme as coisas forem ficando legais. Até o próximo post!

*Nota do editor: Luiz Frederico Petla também já passou pela região de Purmamarca, Jujuy, na Argentina.

https://dcmais.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Purmamarca.mp4

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