Artigo: o propósito que sustenta – lições para lideranças


Por diagramacao

Imagem ilustrativa gerada por IA

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Em um cenário de multiplicação de entidades e organizações, é crucial refletir sobre o que as mantém de pé. Interessante observar como as entidades surgem e se desenvolvem.

No Brasil, nos últimos anos, houve um aumento significativo na criação de fundações e associações sem fins lucrativos. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), das 118,7 mil fundações privadas e associações criadas na década passada, 49% surgiram nos últimos cinco anos. A maioria delas está relacionada à defesa de direitos e cidadania.

Muitas surgem por imitação, mas sua longevidade está intrinsecamente ligada ao propósito que as inspirou. Neste texto, exploraremos como líderes podem aprender com essas lições e garantir que suas iniciativas não se percam na maré da cópia superficial.

O sucesso de uma organização não pode ser medido apenas por sua competência em replicar ações bem-sucedidas. Copiar estratégias pode trazer resultados iniciais, mas sem um propósito sólido, essas cópias estão fadadas a naufragar. Líderes devem olhar além da superfície e questionar: “Por que estamos aqui? Qual é nossa missão?”

O propósito é a bússola que guia uma entidade. Ele transcende lucros e métricas de curto prazo. Quando líderes internalizam o propósito, ele se torna parte da alma da organização. É o farol que ilumina decisões difíceis, inspira colaboradores e mantém a chama acesa mesmo nos momentos mais desafiadores.

Lembremos do triste fim de Policarpo Quaresma, personagem literário que idealizava o Brasil de forma utópica. Ele se perdeu na busca por um propósito grandioso, ignorando a realidade. Líderes devem evitar essa armadilha, mantendo os pés no chão e os olhos no horizonte.

Entidades que perduram são aquelas que têm um propósito arraigado. Líderes devem se perguntar: “Qual legado queremos deixar? Como impactaremos a sociedade?” Essas respostas moldam a trajetória da organização e garantem que ela não seja apenas uma cópia passageira.

Líderes visionários não se contentam com a superfície. Eles cavam fundo, encontram o propósito e o transformam em ação. Que nossas entidades sejam mais do que meras cópias; que sejam faróis de significado, guiando-nos para um futuro mais promissor. Associar é o caminho. Vamos trilhar.

*O autor é empresário com 30 anos de experiência em associativismo. Formado em Filosofia e Administração

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