A cada dia os produtores rurais incorporam mais tecnologia no processo produtivo e segundo a consultoria PwC, 78% dos CEOs do agronegócio brasileiro já planejam investir na integração de inteligência artificial (IA) com suas plataformas de gestão.
O agronegócio brasileiro atravessa uma fase de consolidação digital e a migração de sistemas para a nuvem, a adoção de ferramentas de IA e o uso de plataformas de gestão integrada já não estão mais na fase experimentação e passam a compor o planejamento estratégico de produtores e cooperativas que buscam escala e eficiência. Ao mesmo tempo, a cibersegurança passou a ser tratada como prioridade estratégica pelas cooperativas de agricultores e pecuaristas. Isso mostra que o campo não está apenas adotando tecnologia, está amadurecendo a forma como a adota.
No entanto, é necessário simplificar a jornada do produtor rural e dos profissionais do setor, e apresentar na prática como essas ferramentas se conectam à sua operação, sem complexidade desnecessária e com foco nas soluções que geram resultado.
Também é necessário ajudar o produtor rural a entender as habilidades, que precisam ser desenvolvidas por eles mesmos e por seus colaboradores para que seja possível tirar o maior proveito de soluções desenvolvidas por players como a IBM, que conta com expertise em tecnologias voltadas à transformação de setores estratégicos da economia, caso do agronegócio, que no ano passado representou 25,13% do PIB do nacional, segundo estudo da Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, feito em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).
Soluções como a inteligência artificial, gestão de dados e infraestrutura digital, que já geram resultados para setores como varejo, indústria e serviços financeiros, podem ser aplicadas à realidade do campo e ajudar o agronegócio a superar desafios de produtividade e ampliar a competitividade.
O aumento da produtividade no agro com o apoio da tecnologia gera impactos positivos para economia nacional, mas especialmente à municípios como Castro, que já é uma referência nacional em produção agropecuária e abriga cooperativas de grande porte como a Castrolanda, uma das maiores do Paraná, com mais de 1.200 cooperados e atuação nas cadeias de leite, cereais, carnes e batata, e que já investe de forma contínua na modernização de seus processos.
As parcerias entre provedores de tecnologia e cooperativas na realização de eventos para apoiar a disseminação da tecnologia como o Agro Tech, realizado no fim de junho, no Centro Cultural Castrolanda, são importantes pois possibilitam aproximar o universo da tecnologia da informação da rotina de quem opera no agronegócio. Esses encontros devem focar nas aplicações práticas para ajudar cooperativas e propriedades rurais, que digitalizam suas operações e passam a lidar com volumes crescentes de dados, a usar a tecnologia para alavancar a produção.
O autor é responsável pela área de IT Solutions da Selbetti, maior One-Stop-Tech do Brasil,
que atua com soluções para acelerar a transformação digital das empresas.