09 de julho de 2026

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Governança em entidades empresariais: foco no impacto social


Por Gilmar Denck Publicado 30/05/2025 às 03h00 Atualizado 25/02/2026 às 18h02
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Um erro comum e pouco percebido na gestão de entidades empresariais está na sua governança. Por serem formadas por empresários, a visão de gestão tem presença marcante, o que geralmente leva a entidade a focar em desenvolvimento de produtos, marketing e, de certa forma, a justificar sua existência como representante político de seus associados. Algumas até alcançam certo nível de excelência nesses aspectos. Entretanto, é fundamental entender que entidades do terceiro setor têm um foco exclusivamente social, ou melhor, na transformação social. Essa é sua razão de ser. 

Para que as relações interpessoais sejam frutíferas, assertivas e promovam paz e prosperidade, é essencial compreender a governança e suas diferenças em relação a outros conceitos. A governança refere-se ao sistema de regras, práticas e processos que direcionam e controlam uma organização. Ela se manifesta em diversos contextos, como governança pública (gestão de recursos sociais e econômicos de um país), governança corporativa (relação entre executivos e acionistas em empresas privadas), governança global (organizações internacionais) e governança sem fins lucrativos (ONGs e associações voltadas ao desenvolvimento social). 

Além disso, é crucial diferenciar governança, governabilidade e gerência. A governança envolve a adoção de boas práticas para cumprir a missão, visão e valores da entidade, com foco em transparência e responsabilidade. A governabilidade, por sua vez, é a capacidade do líder de transformar demandas sociais em políticas efetivas, lidando com pressões e necessidades da comunidade. Já a gerência trata da execução prática das diretrizes estabelecidas, como o gerenciamento de projetos, finanças e eventos. 

Em resumo, a governança define o caminho, a governabilidade viabiliza esse caminho politicamente, e a gerência garante sua execução. Para entidades empresariais, a governança é essencial não apenas para eficiência e transparência, mas também para ampliar seu impacto na sociedade. Quando bem aplicada, ela assegura que a organização cumpra seu propósito social, indo além de interesses comerciais ou políticos imediatos.

O autor é empresário com 30 anos de experiência em associativismo.
Formado em Filosofia e Administração

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