09 de julho de 2026

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Do pagamento à autenticação: como está o “efeito Pix”?


Por Rafael Figueiredo Publicado 20/01/2026 às 08h51
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Celular exibe imagem sobre PIX na tela
Pix é o pagamento instantâneo brasileiro. O meio de pagamento criado pelo Banco Central (BC) em que os recursos são transferidos entre contas em poucos segundos, a qualquer hora ou dia (Foto: EBC)

Cinco anos após o seu lançamento, o Pix ultrapassou o status de ferramenta financeira e se consolidou como um marco na relação dos brasileiros com o ambiente digital. Não é surpreendente dizer que a funcionalidade chegou a movimentar R$26,4 trilhões no ano passado, de acordo com informações divulgadas pelo Banco Central.

Tenho acompanhado de perto como o sistema vem ganhando destaque em diferentes segmentos por reunir praticidade, rastreabilidade e fortalecer ainda mais a credibilidade na segurança da plataforma, atributos reforçados por estar diretamente vinculado ao Banco Central.

No mercado de assinaturas digitais, por exemplo, esse movimento não tem sido diferente. Eu mesmo tive a experiência de aplicar a funcionalidade como forma de autenticação de assinatura de documentos, ampliando a confiança na prática dentro do ambiente digital.

Na minha visão, o Pix tem nos ensinado uma lição valiosa sobre ter fricção mínima, em tempo real, e sem a necessidade de cadastros adicionais. Sua experiência traz uma sensação ainda maior de segurança por estar atrelada ao próprio ecossistema do Banco Central e esse processo acaba elevando a percepção de segurança digital em todo o país, não só para quem assina, mas também para quem envia o documento.

Afinal, a funcionalidade engloba algo que todos usam, pode ser realizada em tempo real, além de gerar confiança e segurança. É fácil, prático, seguro e pode ser utilizado de qualquer lugar, desde que tenha um dispositivo móvel, seja ele um notebook, tablet, celular e internet.

Ao substituir etapas técnicas, como o uso de um certificado digital, por exemplo, que nem todos têm acesso, por um processo simples e amplamente conhecido no Brasil como meio de pagamento, empresas têm sido capazes de tornar o processo ainda mais acessível para quem não está acostumado com rotinas tecnológicas complexas.

O Pix não só revolucionou a forma de pagar, mas também transformou a maneira de firmar acordos, adaptando essa autenticação dentro das plataformas de assinatura. Isso é um reflexo do avanço da confiança digital, unindo a convivência, segurança e inclusão em um só lugar, e moldando o futuro da relação entre pessoas, empresas e tecnologia no Brasil.

O autor é entusiasta da tecnologia, autodidata em programação, CEO e fundador da D4Sign

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