A tempestade chegou!
Conforme previsto na coluna da semana passada, essa semana marcaria o final da calmaria e o início da tempestade no mercado financeiro. BINGO! Pero no mucho…
O Ibovespa fechou a semana em queda de 2,34% enquanto o dólar teve alta de 1,7%. Apesar de não serem números assustadores, a realidade é que a semana teve dois dias de fortes emoções e outros 3 de forte marasmo. Na sexta-feira (26/08) o show ficou por conta de Janet Yellen do FED (banco central dos EUA) e dos barracos no senado nacional em meio ao julgamento do impeachment da gerentona. Teve também indiciamento de Lula por corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro. Semana que vem o bicho deve pegar de vez, pois será final e início de mês (então haverá rolagens de posição em dólar e outros ativos) somados ao final do julgamento de impeachment no meio da semana, o que abre espaço para quinta e sexta feiras de fortes emoções.
Expectativa realizada parte II: o futuro de um país.
Como promessa é dívida e prometi falar dos motivos que fazem o Brasil ser um país com um futuro decente pela frente, vamos lá:
Perdemos o grau de investimento simultaneamente à crise que derrubou as bolsas asiáticas. Isso nos tornou baratos perante o restante do mundo, ainda mais considerando um dólar acima de R$4,00. Também, o Ibovespa dolarizado encontrou, naquela época, a linha de tendência de alta de longo prazo (desde 1963), o que representava um forte indício de retomada dos preços das ações.
As ações costumam subir ou descer de acordo com a expectativa diante do futuro de um país. E já subiram muito… nosso viés é de baixa no curto prazo, mas se o Ibovespa chegar a 55 ou 50 mil pontos, COMPREM!
Todas as vezes em que o país passou por uma crise muito forte e um governante caiu, os 3 anos seguintes foram de grande crescimento econômico (ou recuperação, como queiram).
Hoje há um governo que parece estar pensando no melhor para o futuro do país através de privatizações, reforma trabalhista, previdenciária e tributária.Sem juízo de valor porque não temos espaço para tal, mas isso pode ser um forte indício de que o campeão voltou.
Os mercados internacionais estão carentes de bons investimentos. EUA cresce, mas sem pujança. Europa está estagnada. Ásia não vai lá aquelas coisas. Sobra dinheiro no mundo e um dos países que já fizeram a alegria do investidor internacional foi o Brasil durante o primeiro governo Lula… Prato cheio para novos investimentos.
Existem outros motivos, mas já excedemos nosso limite de palavras.
Até semana que vem!
