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Reforma de igreja revela cápsula do tempo em Ponta Grossa

Voluntários recuperam documentos localizados nesta semana (Fábio Matavelli)

A reforma em prédio da Comunidade Evangélica Luterana Bom Pastor, em Ponta Grossa, revelou a existência de uma cápsula do tempo. Mas a descoberta poderia ter se perdido, não fosse a boa memória de um dos membros da igreja.

“Foi um senhor de cerca de 80 anos, o Sr. Walter Diedriechs, que lembrou da existência de uma cápsula do tempo. Aí fomos pesquisar, e encontramos registros fotográficos, nos quais foi possível determinar o local exato onde ela tinha sido enterrada”, conta o pastor Diego Biehl. As fotos foram feitas pelo Sr. José Weiss, proprietário da antiga Foto Weiss. Seu filho, Osmar Weiss, encontrou e apresentou imagens antigas.

O recipiente de vidro acabou não resistindo à umidade e se partiu na retirada. Agora, voluntários procuram recuperar os documentos guardados na década de 1960. Entre os papéis está uma edição do Diário dos Campos de 15 de agosto de 1964.

“A preservação da memória esbarra, hoje, na tecnologia. Mas o jornal impresso ainda tem a função de guardar a história. Por isso o jornal foi colocado, em alusão ao momento da última obra do prédio”, diz.

À época, o DC destacava um atentado ocorrido no Vietnã, informava que Ponta Grossa se tornaria o grande centro industrial do estado. Também detalhava a programação de filmes do Cine Império e do Cine Ópera.

Cultura

Segundo Biehl, a instalação de cápsulas do tempo faz parte da cultura luterana e dos alemães, sempre que realizam novas obras. A intenção é registrar o contexto do momento em que houve a mudança. Além dos papéis de 1964, a cápsula continha alguns documentos que estiveram em outra cápsula do tempo, datada de 1916.

Documentos

Os membros da igreja agora se debruçam sobre os registros, em um processo lento de recuperação, para leitura e identificação de todo o conteúdo. O material inclui textos em alemão, panfletos, documento assinado por personalidades importantes da época e um misterioso papel em branco. A tinta desapareceu com o tempo, obrigando os mais curiosos a tentarem adivinhar que palavras preenchiam a folha há 56 anos.

CORREÇÃO: 9h52 – O sobrenome dos envolvidos no registro e localização das fotos é Weiss, e não Vaz, como informado anteriormente

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