13 de julho de 2026

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Professora de 27 anos luta contra câncer na cabeça


Por Felipe Liedmann Publicado 07/07/2021 às 15h20 Atualizado 21/02/2026 às 10h40
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Foto: Arquivo Pessoal

Mayara Godoy Mendes tem 27 anos, é professora da Rede Municipal de Ensino em Ponta Grossa e passa por uma batalha contra o câncer. A jovem descobriu no ano passado, mais precisamente no dia 5 de setembro, um tumor na região frontal esquerda do cérebro. A descoberta veio após grande susto.

Naquele dia, Mayara sofreu convulsões em casa, no Jardim Carvalho. Foi encaminhada às pressas ao Pronto Socorro Municipal e depois passou por exames detalhados no Hospital Universitário Regional. Lá descobriu a doença.

Colocada na Central de Leitos, foi transferida para Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. Especialistas do Hospital e Maternidade Parolin/Hospital São Lucas retiraram parte do tumor intracraniano.

Como o tumor estava enraizado e poderia causar danos severos, não houve chance da retirada integral. A partir de então, Mayara vive um drama. Ela chegou a passar por 30 sessões de radioterapia no Complexo ISPON, em Ponta Grossa, via SUS. No entanto foi prescrita a medicação ‘Temozolomida’ para início da quimioterapia. O remédio não é oferecido via Sistema Único de Saúde.

Cada caixa do medicamento tem cinco cápsulas e o custo é de quase R$ 3 mil. Como usaria quatro caixas a cada 30 dias, os custos de Mayara ficariam perto de R$ 12 mil mensais por um ano, totalizando cerca de R$ 144 mil. Só que a renda de Mayara atualmente é R$ 1,3 mil mensais pelo auxílio doença do INSS.

Mayara chegou a abrir processo na Justiça Federal, em 22 de janeiro deste ano, para obter o fornecimento do medicamento. Contudo, ainda não houve resposta e a professora tem urgência para início da quimioterapia.

Corrente

A solução encontrada pela jovem foi abrir vaquinha virtual, contando com a ajuda de familiares, amigos, colegas e pessoas solidárias. “Infelizmente não posso mais esperar e não tenho mais tempo a perder, considerando que estou há meses no aguardo”, enfatiza.

Nos primeiros dias, a campanha de Mayara atingiu mais de 400 compartilhamentos via Facebook e atingiu grupos de Whatsapp. Segundo uma colega de trabalho, Mayara conseguiu dar o pontapé inicial na quimioterapia e está no segundo dia do tratamento. O procedimento precisa seguir até julho do próximo ano, ainda contando com a corrente solidária.

“Mesmo sabendo da atual situação que o Brasil se encontra, eu conseguirei atingir meu objetivo e logo trarei a notícia de que estou curada”, escreve Mayara.

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