15 de julho de 2026

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Ponta Grossa mantém elevado índice de internados por covid


Por Felipe Liedmann Publicado 21/05/2021 às 19h06 Atualizado 21/02/2026 às 13h12
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Autoridades de saúde voltaram a mostrar preocupação nesta semana com o alto número de internamentos causados pela covid-19 em todo o Paraná. A situação voltou a sobrecarregar leitos nas quatro macrorregiões em que o estado está dividido. A média de ocupação nas UTIs está em 95%. Em Ponta Grossa, que pertence ao mesmo setor da capital Curitiba, a lotação das Unidades de Terapia Intensiva é de 96% – a segunda mais alta.

O Hospital Universitário Regional (HU-UEPG), referência no tratamento da covid nos Campos Gerais, apresentou um novo boletim na noite desta quinta-feira (20) em que exibe todos os leitos ocupados. A situação dura praticamente três meses ininterruptos. Só houve uma leve ‘folga’ após a Prefeitura de Ponta Grossa decretar lockdown na segunda quinzena de março. Mesmo assim, os números não diminuíram.

De acordo com o diretor da Secretaria de Estado da Saúde (SESA-PR), Vinícius Filipak, desde fevereiro a ocupação está, em média, maior que 95%. “Com uma ocupação acima de 90%, a situação é praticamente a mesma de uma ocupação plena”, afirma.

O exemplo está em Ponta Grossa. No primeiro dia de maio, já com algumas medidas de contenção da doença flexibilizadas, havia 80 ponta-grossenses internados. Dez dias depois chegou a 91 pacientes. No boletim desta quinta, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) expõe que há 83 moradores da principal cidade dos Campos Gerais internados, sendo 46 em UTI. Ou seja, mesmo com algumas pessoas recebendo alta e outras, infelizmente, perdendo a vida, a quantidade permanece elevada.

Conforme o diretor da SESA explica: a cada 100 pacientes confirmados, aproximadamente 10% precisarão de internação – desse número, 40% utilizarão terapia intensiva e 60% ficarão em leitos clínicos.

Neste cenário, não importa necessariamente o fato do grupo de maior risco estar sendo vacinado antes, pois a variante amazônica do coronavírus tem se mostrado agressiva mesmo com pacientes mais jovens e até mesmo sem comorbidades. Esses podem ter maior chance de sobrevivência do que os idosos, por exemplo, mas ocupam igualmente os leitos.

Gravidade

Vinícius Filipak aponta, ainda, a alta taxa de mortalidade em pacientes que necessitam de terapia intensiva. Outro dado alarmante apresentado pelo diretor de Gestão em Saúde da SESA é com relação à lista de espera: do início de abril até o dia 18 de maio, o número chegou a 798 pacientes em fila de espera.

Segundo Filipak, parte desses pacientes é absorvida – cerca de 500 pacientes são internados diariamente entre leitos gerenciados por Curitiba e leitos gerenciados pelo Estado -, mas o número de pacientes novos é maior do que a capacidade de absorção do sistema de saúde. “Isso projeta um crescimento constante da fila de espera”, reforça.

Solução

O diretor da SESA aponta três medidas que podem reduzir os riscos. “A primeira delas é absolutamente individual, que é usar máscara, higienizar as mãos e manter distanciamento social, e isso depende da consciência e aderência da pessoa. A segunda é a vacinação. O terceiro caminho, quando a medida individual de proteção não é respeitada e a vacinação não caminha como gostaríamos, é escolher medidas compulsórias para fazer com que as pessoas evitem ambientes de proximidade. Entendemos que, sem a economia, a saúde também não pode caminhar, mas os ambientes com proximidade de pessoas potencialmente contaminadas propicia o aumento da contaminação. Por isso, infelizmente, algumas decisões precisam ser tomadas dentro de uma certa razoabilidade”, explica.

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