PG vai liberar mosquitos para combater dengue, zika e chikungunya, entenda


Por Matheus Dias
mosquitos podem combater dengue em PG

Foto: Arquivo DC

mosquitos podem combater dengue em PG
Foto: Arquivo DC

A prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt, informou que o município deverá receber a aplicação do método Wolbachia, considerado uma tecnologia inovadora e sustentável no combate a doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya. O anúncio foi realizado por meio de publicação oficial nas redes sociais nesta terça (9).

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Segundo a prefeita, a estratégia consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia. Essa bactéria impede que o mosquito transmita os vírus dessas doenças aos seres humanos. Com o passar do tempo, os insetos modificados se reproduzem e transmitem a bactéria para as gerações seguintes, ampliando o efeito protetor na população de mosquitos.

Detalhes do método Wolbachia

De acordo com o Ministério da Saúde, A Wolbachia é uma bactéria presente em cerca de 60% dos insetos, inclusive em alguns mosquitos. No entanto, não é encontrada naturalmente no Aedes aegypti. Quando presente neste mosquito, a bactéria impede que os vírus da dengue, Zika, Chikungunya e febre amarela se desenvolvam dentro dele, contribuindo para redução das doenças.

O método funciona assim: mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia são liberados para que se reproduzam com os Aedes aegypti locais estabelecendo, aos poucos, uma nova população dos mosquitos, todos com Wolbachia.

Com o tempo, a porcentagem de mosquitos que carregam a Wolbachia aumenta, até que permaneça estável, sem a necessidade de novas liberações. Este efeito torna o método autossustentável e uma intervenção acessível a longo prazo.

Os Wolbitos, como são chamados, não são transgênicos, ou seja, não há qualquer modificação genética no método, e também não transmitem doenças. A wolbachia não pode ser transmitida para humanos ou outros mamíferos.

Evite água parada

Apesar da novidade, a prefeita ressaltou que a estratégia não substitui os cuidados tradicionais que devem ser adotados pela população. “Eliminar água parada, limpar calhas, cuidar dos quintais e evitar criadouros continua sendo fundamental”, destacou na publicação.

A administração municipal reforça que o combate ao mosquito depende da participação coletiva dos moradores. Mesmo com a chegada de novas tecnologias, ações simples dentro das residências e espaços públicos seguem sendo essenciais para evitar a proliferação do Aedes aegypti.

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