03 de junho de 2026

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Especialista orienta remoção de árvores no Centro de Ponta Grossa


Por Edilene Santos Publicado 22/03/2024 às 21h29 Atualizado 26/02/2026 às 03h59
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Foto: José Aldinan

Após a queda de uma árvore no Centro de Ponta Grossa, durante o vendaval da tarde de quinta-feira (21), no Ponto Azul – Praça do Rio Branco – a reportagem do Portal DCmais e Diário dos Campos procurou um especialista para comentar a situação, visto que a árvore que veio abaixo estava plantada numa espécie de vaso de concreto. Esta já foi a segunda árvore que caiu no entorno do obelisco do Ponto Azul em quatro meses. Apesar do susto, ninguém se feriu em nenhuma das duas situações.

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As imagens registradas logo após o incidente de quinta-feira pelo fotógrafo do DC, José Aldinan, foram enviadas ao professor Carlos André Stuepp, do Departamento de Fitotecnia e Fitossanidade da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). 

“O sistema radicular parece estar todo concentrado no vaso. Parece que há uma fragilidade nesse ponto de conexão vaso-solo, tornando possível a queda de outras plantas em condições similares. Ao que se percebe, pela foto, que não necessariamente a queda tenha ocorrido pela força do vento”, observa Stuepp, que é engenheiro florestal.

Plantio inadequado

Para Stuepp, a árvore, da espécie Ficus Benjamina Variegata ou só Ficus Variegata, foi plantada de forma inadequada. “A raiz está concentrada no vaso, normal nessas espécies, plantio inadequado sem planejamento. O vento só deu um ‘empurrãozinho’, mas a queda pode ocorrer por um desequilíbrio raízes/copa”.

Há outras árvores na mesma situação plantadas no Ponto Azul e que correm risco de queda. Nesse caso, Steupp recomenda a remoção imediata dessas árvores para evitar acidentes graves. “São plantas sem valor ambiental, somente estético. Mas a partir do momento que geram riscos, devem ser removidas”, conclui.

O que diz a Prefeitura

O Portal DCmais/DC também procurou a Prefeitura para se posicionar sobre as árvores plantadas em vasos no Ponto Azul. Em nota, a assessoria de imprensa informou que a Secretaria do Meio Ambiente “vai avaliar a segurança e viabilidade desse modelo, implementado durante a década de 1990 e, em sua maioria, com árvores exóticas”.

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