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Ideb: veja quais escolas de Ponta Grossa tiveram maiores notas

Equipe da Escola José Hoffmann: maior nota no Ideb pela segunda vez (Fábio Matavelli)

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anisio Teixeira (Inep) divulgou, nessa terça-feira (15), o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2019. Os dados constam na página oficial do instituto, e revelam quais instituições possuem os melhores e os piores desempenhos. O Inep também divulga os dados tabulados, o que permite comparativo entre as instituições.

Em Ponta Grossa, entre as escolas estaduais com ensino de 8ª série / 9º ano, a maior pontuação foi da Escola Medalha Milagrosa, com índice 6,1. Apesar desse desempenho, a instituição, que tem mais de 70 anos de existência e 730 alunos matriculados, ficou abaixo da meta*. Isso porque vinha apresentando redução da nota desde 2013, quando obteve avaliação 6,2.

Entre as que atingiram a meta, três agora tiveram a maior nota (5,1): Escola Meneleu de Almeida Torres, Escola Edison Pietrobelli e Escola Elzira Correia de Sá. A menor nota foi da Escola Estadual Becker e Silva, que atingiu índice 3,6. Em meio às 44 escolas estaduais em Ponta Grossa, apenas cinco atingiram a meta estipulada. Outras 31 ficaram abaixo da meta e oito não puderam ter a nota avaliada. Na última avaliação do Ideb, em 2017, somente duas atingiram a meta.

No segmento Ensino Médio, foram analisadas 33 instituições, mas 22 não puderam ser avaliadas, a maior parte por número baixo de alunos participantes. Das 11 escolas que tiveram a avaliação concluída, três atingiram a meta. A maior nota (5,5) foi do Colégio Agrícola Estadual Augusto Ribas, cuja estrutura fica dentro do campus de Uvaranas da UEPG.

Escolas municipais

Em Ponta Grossa, a nota geral municipal foi de 6,5, e ficou dentro da meta. O ranking apresenta a Escola Municipal Prefeito José Hoffmann com a maior nota (8,2) na categoria 4ª série / 5º ano. Ela já havia tido a maior nota na avaliação anterior.

A escola, que fica no Bairro Uvaranas, é pequena perto de outras da cidade. São seis turmas e 130 alunos. Mas a coordenadora pedagógica da escola, Solange Aparecida Schwab, atribui o desempenho a ações práticas focadas na melhoria do ensino. “Nas reuniões com os pais, explicamos o que é o Ideb e como funciona. Destacamos a importância da frequência às aulas. Quando a criança falta, a gente liga perguntando o que houve. É um trabalho conjunto”, diz Solange, destacando que foi realizado um trabalho intenso também com os alunos na realização de simulados e atividades de recuperação com os alunos.

Menor nota no município

A menor nota municipal foi obtida pela Escola Municipal General Aldo Bonde, que obteve índice 4,7. Entre as 88 escolas municipais listadas, 51 obtiveram nota acima da meta; 28 tiveram nota abaixo da meta. Outras nove não puderam ser classificadas, ou por não atingir mínimo de alunos avaliados, ou devido a características específicas da instituição.

No caso da Escola Aldo Bonde, que tem 1,2 mil alunos, a Secretaria Municipal de Educação informou que pretende inserir todos em Tempo Integral. Isso será possível a partir do próximo ano, quando teremos pronta uma nova escola no Residencial Costa Rica, que está em construção.

“A grande maioria das nossas escolas melhorou a sua nota, o que reflete o empenho dos nossos professores e das equipes gestoras. Por isso, agradecemos e parabenizamos todos os nossos alunos e professores pela participação e dedicação na prova”, disse a secretária Esméria Saveli.

No Paraná

De acordo com o Governo do Estado, no Ensino Médio, a nota teve a alta mais expressiva do Brasil, de 0,7. Nos Anos Finais do Ensino Fundamental (6o. ao 9o. Ano), a nota da rede estadual obteve o maior crescimento absoluto do País (0,5). Assim, o sistema paranaense sai do sétimo para o terceiro lugar na classificação nacional.

Como o Inep estipula as metas*?

Segundo o Inep, a série histórica de resultados se inicia em 2005, a partir de quando foram estabelecidas metas bienais de qualidade a serem atingidas não apenas pelo País, mas também por escolas, municípios e unidades da Federação. Em termos numéricos, o objetivo é progredir da média nacional 3,8, registrada em 2005 na primeira fase do ensino fundamental, para um Ideb igual a 6,0 em 2022, ano do bicentenário da Independência.

As metas são diferenciadas para todos, cada unidade, rede e escola, e são apresentadas bienalmente de 2007 a 2021, de modo que os estados, municípios e escolas deverão melhorar seus índices e contribuir, em conjunto, para que o Brasil chegue à meta 6,0.

Os resultados de todas as escolas e municípios podem ser consultados aqui

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