
A Bancada Feminina da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), liderada pela deputada estadual Mabel Canto (PP), esteve reunida nesta segunda-feira (08) em Curitiba (PR) com o Conselho Estadual dos Direitos das Mulheres (CEDM/PR), que tem como presidente a secretária de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (SEMIPI), Mariana Neris.
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“Temos grandes desafios dentro da política, tanto na conquista de novos direitos, como na manutenção do que já está garantido. Queremos sempre avançar, mas precisamos resguardar também os direitos. E a gente se une porque diariamente tentam enfraquecer essas nossas conquistas”, afirmou Mabel Canto. Entre as conquistas elencadas pela deputada estadual até o momento está o Código Estadual da Mulher Paranaense, o estabelecimento do Dia de Enfrentamento a Violência Política contra a Mulher (14 de março), entre outras ações.
O encontro serviu para tratar da violência política de gênero, com base nos dados encaminhados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/PR) ao CEDM/PR referentes às Eleições de 2024, incluindo informações sobre participação política das mulheres, representatividade nos partidos e registros de violência política. “Estamos trabalhando para diminuir o número de casos e para que mais mulheres cheguem ao poder”, destacou Mabel Canto.
Também foram apresentadas as ações e medidas desenvolvidas pelo TRE/PR em parceria com a Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (SEMIPI) e CEDM/PR para prevenção e enfrentamento dessas violências.
Entre 2016 e 2024, o número de mulheres eleitas nos pleitos municipais cresceu 42,65%, enquanto as candidaturas femininas aumentaram 16,34%. Ainda assim, a sub-representação persiste: dos 399 municípios do Paraná, 50 não elegeram nenhuma mulher para os cargos de vereadora, prefeita ou vice-prefeita nas últimas eleições municipais. O estudo identificou 46 casos de violência política de gênero distribuídos em 29 zonas eleitorais, além de 97 denúncias de fraude à cota de gênero. “As vezes a mulher é uma liderança comunitária, atuante no interior. Como podemos proteger ela dentro da política? São ações como essa aqui que fortalecem a representatividade”, pontuou Mariana Neris.
“O momento é de união, com o Conselho, a SEMIPI, a sociedade civil organizada e com o poder judiciário para que a mulher esteja na política, pois é um espaço de decisão”, reforçou Mabel Canto.