“Entroncamento aéreo”: céu de Castro reúne diversas rotas de aviação


Por Matheus Dias
Aviões deixam rastros no céu ilustram pauta sobre castro

Foto ilustrativa. Créditos: TheOtherKev/Pixabay.

Aviões deixam rastros no céu ilustram pauta sobre castro
Foto ilustrativa. Créditos: TheOtherKev/Pixabay.

Muito se fala em Ponta Grossa ser um entroncamento rodoviário, uma vez que diversas rodovias estaduais e federais se encontram no município para seguir seus rumos. Pode-se dizer algo parecido sobre o município de Castro, porém, não em pistas no chão, mas sim, no ar.

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Sobre o espaço aéreo do município de Castro passam diversas aerovias – uma espécie de rodovia, só que no céu. Segundo um piloto de aviação executiva ouvido pela reportagem do Diário dos Campos, estas aerovias são usadas pelos voos para fins de navegação, usando o GPS das aeronaves ou outras tecnologias.

Aerovias se interseccionam a Leste da Castrolanda. Foto: reprodução/GeoAISWeb-DECEA.

Conforme cartas de aviação acessadas pela reportagem, diversas aerovias se interseccionam sobre o município de Castro. Contudo, o que está no chão não tem muito a ver com o que acontece no ar. A aproximadamente cinco quilômetros a leste da Castrolanda, existe no ar um waypoint, um ponto imaginário de referência para a aviação, chamado BOLIP. Sobre ele passam pelo menos seis aerovias.

Carta mostra waypoint BOLIP sobre Castro. Foto: reprodução/GeroAISWeb-DECEA.

O profissional da aviação ouvido pelo DC comentou que estas aerovias têm diferentes origens e destinos. Uma delas, por exemplo, se origina em Foz do Iguaçu e vai até São Paulo. Outra, oriunda de Curitiba, passa por cidades como Londrina, Presidente Prudente-SP e segue sentido Norte. Há ainda vias que vêm do Sul, passam por Castro, seguem pelo Brasil e encontram outra aerovia para cruzar o Oceano Atlântico, e por aí vai. “BOLIP fica em um centro, digamos assim”, conclui. A elaboração destas rotas leva em consideração fatores como a localização geográfica das cidades, ventos, segurança aeroviária, fluxo, entre outros aspectos.

Do Sul do Brasil ao Oceano Atlântico via Castro. Foto: reprodução.

De acordo com o sistema GeoaisWEB, do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), passam pelo ponto “castrense” tanto aerovias de alta (aquelas cujos voos ocorrem acima de 24.500 pés (7.468 metros), quanto aerovias de baixa (que voam abaixo desta altitude). Por isso, quem estiver em áreas de Castro, ao olhar para cima, pode encontrar um céu movimentado. 

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