Boletim da Fiocruz mostra avanço de Influenza e Rinovírus no PR


Por Matheus Dias
Influenza no Paraná sobe gripe

Foto ilustrativa: Arquivo/DC

Influenza no Paraná sobe gripe
Foto ilustrativa: Arquivo/DC

A última edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz indica aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em todo o Brasil. O crescimento é impulsionado principalmente pelas hospitalizações causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR), além da circulação de influenza A e rinovírus em diferentes regiões.

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No Paraná, o cenário divulgado na quarta (3) acompanha a tendência nacional e merece atenção especial. O estado está entre as 18 unidades da federação que apresentam não só níveis elevados de incidência — classificados como alerta, risco ou alto risco — como também sinais de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas), até a Semana Epidemiológica 21, referente ao período de 24 a 30 de maio. Esse aumento reforça a necessidade de intensificar medidas de prevenção e vigilância em saúde.

A análise também mostra que, na região Sul — que inclui o Paraná — os casos de SRAG associados ao VSR continuam em ascensão. Além disso, as hospitalizações por influenza A também seguem em crescimento na região, diferentemente de outras partes do país onde há estabilidade ou queda.

Na capital paranaense, Curitiba, o quadro acompanha essa tendência preocupante. A cidade está entre as capitais brasileiras que apresentam níveis elevados de atividade de SRAG, com indicação de crescimento sustentado ao longo das últimas semanas.

Em relação ao perfil dos casos, o estudo reforça que a SRAG afeta principalmente crianças pequenas, especialmente em função do VSR, enquanto a mortalidade é maior entre idosos, sobretudo associada à influenza A. Esse padrão também se reflete no Paraná e exige atenção redobrada aos grupos mais vulneráveis.

A pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, ressalta que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos. A recomendação é que a população elegível, especialmente idosos, crianças e gestantes, mantenha o calendário vacinal atualizado. No caso do VSR, a vacinação de gestantes é fundamental para proteger os bebês nos primeiros meses de vida.

No cenário nacional, nas últimas quatro semanas, o VSR foi responsável por 48,5% dos casos positivos de SRAG, seguido por rinovírus (24,3%) e influenza A (21,9%). Entre os óbitos, no entanto, a influenza A lidera, representando 49% das mortes.

Em 2026, o Brasil já registrou mais de 77 mil casos de SRAG. Desses, cerca de 48,2% tiveram confirmação laboratorial para vírus respiratórios, com destaque para rinovírus (33,1%) e VSR (31,6%).

O InfoGripe, iniciativa do SUS, segue sendo uma ferramenta essencial para monitorar a evolução dessas doenças e orientar ações de saúde pública. No caso do Paraná, os dados atuais reforçam o alerta para o aumento das infecções respiratórias e a importância de estratégias rápidas de prevenção e atendimento para evitar o agravamento do cenário.

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