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A Pandemia no imaginário infantil

A Pandemia no imaginário infantil

Para muitos de nós, estarmos vivenciando esse momento tão inusitado, muitas vezes se torna tão difícil e abstrato!  Como isso está repercutindo no imaginário e na vida das nossas crianças. Eis, que de repente tivemos que mudar posturas, comportamentos, atitudes. O isolamento social se fez indispensável, o conviver ficou distante, a escola foi fechada, os amiguinhos ficaram longe. E, o que é esse tal de "corona vírus", que assola o mundo todo? Que cor ele tem? Qual a sua forma e tamanho? Porém , ele mata!

"Ele pode ser verde, colorido, ter duas cabeças, cara de mau, bonachão: o fato é que o corona vírus está presente com força no imaginário das crianças". E como enfrentar com elas as questões e as ansiedades que isso produz.

Será que a partir de filmes, desenhos, elas poderão compreender melhor essa realidade? Será que os pais e/ou cuidadores, já sabem o que seus filhos estão achando e sentindo acerca da Pandemia? Será que estão angustiados, ansiosos, tanto como os adultos? 

Importante ouví-los, para conhecermos como estão enxergando essa realidade. Alguns até podem ter achado ótimo não ir à escola: "oba estou em férias"! Outros demonstraram medo, se angustiaram, porém nem sempre foram notados pelos seus familiares, que continuaram suas vidas, um pouco diferente de antes, porém sem a devida atenção e cuidado aos seus filhos.

Sabemos, que nem todos vivem a quarentena da mesma maneira, mas o que elas têm em comum, é estar privadas da companhia e da socialização que se faz no ambiente escolar. Aulas on-line são interessantes e necessárias, porém o contato é muito importante e indispensável para o desenvolvimento infantil.

Acolher, perceber e trocar ideias acerca desse momento se faz necessário, para ouvir e sentir quais as dores possam estar vivenciando. Os adultos devem estar alertas para perceber,mudanças de humor, de comportamento, de interação de seus filhos e não esquecer que são seres em formação, em desenvolvimento e que muitas vezes ainda não sabem como externar como e porquê sofrem e/ou se angustiam. Necessário se faz, ser o mais transparente e verdadeiro possível, quanto às informações, dentro da linguagem do entendimento de cada faixa etária, propiciando um espaço amoroso onde os sentimentos possam ser compartilhados. E, desta forma, atravessarmos juntos esse grande desafio.

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